19 setembro 2009

Clima Tenso em Coari-Am

Desde o dia (14), Coari-Am (67 mil habitantes) à 370 Km de Manaus-Am, vive um clima tenso desde que o ex-prefeito Adail Pinheiro, foi preso pela PF, acusado de pedofilia (exploração sexual infanto-juvenil) e favorecimento a protituição.


O município recebeu reforço de dezenas de Policiais Federais e cerca de 150 Policiais Militares que farão parte da "Operação Volta a Democracia".



O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou liminar requisitada pelo vice-prefeito de Coari-Am, Leondino Coêlho de Menezes (PTB), que pedia a suspensão da eleição suplementar em Coari-Am. A decisão foi proferida pelo corregedor do Tribunal, ministro Félix Fischer, e divulgada no começo da noite de ontem (18).
 
A confirmação do pleito para este domingo (20), não serviu para acalmar os ânimos na cidade. O desbloqueio das contas da Prefeitura, por determinação do ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal (STF), contribuiu para dar mais gás às denúncias de compra de votos, que causaram focos de tumulto durante todo o dia de ontem.
 
O pagamento do programa Direito à Cidadania, de iniciativa do Executivo Municipal, marcado às pressas pelo prefeito interino Emídio Rodrigues Neto, sem a autorização da Justiça Eleitoral, por exemplo, gerou transtorno para mais de 2 mil pessoas que lotaram o ginásio poliesportivo Geraldo Granjeiro.
 
Expostos ao  calor, à fome e à sede os beneficiários do programa, que atende a 2.500 famílias de comunidades rurais do município, boa parte deles mães com filho de colo, tiveram que aguardar por mais de seis horas para receber a bolsa auxílio de R$ 100,00 em função do impasse criado entre a prefeitura e a Justiça Eleitoral.
 
Com a justificativa de que a atividade poderia desequilibrar a disputa eleitoral e de que não havia sido comunicado com antecedência à Justiça, o juiz do pleito, Flávio Freitas, primeiro mandou suspender o pagamento. Depois reavaliou a decisão diante do tumulto que poderia ser gerado e resolveu limitar a liberação das bolsas até às 18h30min. O restante deverá ser pago na próxima segunda-feira.
 
Flávio Freitas afirmou que a Prefeitura tentou com a entrega do auxílio às vésperas da eleição, jogar a população contra a Justiça Eleitoral. “Esse tipo de ação não é permitida em período eleitoral. É questão de bom senso. A ordem era não pagar. Mas não tem como fazer isso sem gerar ferimentos. Não vou jogar a PM contra a população”, disse o magistrado.



Fonte e Foto: Jornal A Crítica