05 novembro 2009

Desabafo sobre as críticas das fugas

Vimos um recado postado pelo leitor Maluco Beleza no jornal O Curumim, postado dia 04 do corrente, e não custa nada transcrever, com algumas correções é claro. Ele diz:

Que é fácil jogar a culpa pela fuga de 09 detentos (nessa semana) da Unidade Prisional de Humaitá-Am, numa possível negligência e inadvertência de alguns policiais militares plantonistas. 

Relata ainda que a tendência é sempre a corda se quebrar do lado mais fraco. O que as pessoas não vêem é que o problema é muito mais amplo do que se imagina. Tentem passar-se por parentes dos carcerários, por pastores benevolentes ou ainda por representantes dos direitos humanos (bons samaritanos) e visitem-os que logo será percebida a pocilga vulnerável que se transformou o presídio caduco e ultrapassado, mas que insiste permanecer em Humaitá-Am. 

Superpopulação carcerária, falta de direção, falta de manutenção nas celas e nas instalações  do prédio, falta de carcereiros e agentes penitenciários, falta de guaritas. Falta. Falta. Falta. 

Falta de construção de novas instalações, para evitar fugas que se tornaram corriqueiras, e que ameçam a segurança da sociedade humaitaense já cansada dos problemas provocados pelo advento do chamado "desenvolvimento", como a violência, a miséria e o medo. 

Estejam cientes, não sejamos alienados, "daquele presídio só não foge quem quer pagar a sua divida de forma consciente e limpa para com a justiça". De resto, o que resta são fugas, como consequência do caos que se instalou no sistema carcerário humaitaense. Onde tudo na verdade é descaso!

Fonte: Jornal O Curumim (adaptado e corrigido)