17 dezembro 2009

O BLEFE DO JOGADOR: Estelionatário se diz injustiçado e é ajudado pela Polícia Civil


No dia 11 deste mês o jornal “O curumim” diante de uma situação que estava trazendo grandes transtornos para sociedade humaitaense e baseado nos depoimentos de Josias Meireles que se diz vítima da situação, publicou uma matéria que se tratava de Vanderlei da Silva Crespo, 42 anos, acusado de estelionato, preso pela Polícia Militar e entregue na 8ª DRPC.

A denúncia feita pela vítima dizia a respeito de uma sociedade mal sucedida entre as duas pessoas citadas acima e que visava à realização de um bingo.

Nesta quarta-feira (16), o delegado titular da 8ª Delegacia Regional de Polícia Civil (DRPC) Teotônio Rêgo Pereira, solicitou a presença de “O Curumim” para a realização de esclarecimentos da polícia civil e uma entrevista com o acusado.

O encontro foi intermediado por Joelson Silva, investigador da 8ª DRPC. Antes de ceder o espaço ao acusado, o investigante deixou claro que essa iniciativa partiu da Polícia Civil e que tem o intuito de atenuar o prejuízo das pessoas que compraram o bingo.

O mesmo investigador estava de plantão no dia em que a denúncia foi feita. Segundo ele, por esse episódio em si, o acusado não deveria ficar retido na delegacia, entretanto, como costuma proceder em seus plantões, solicitou ao escrivão que acessasse o Sistema Nacional de Integração de Informações em Justiça e Segurança Pública (INFOSEG) para averiguar se o acusado tinha ou não pendências com a justiça.

As informações adquiridas acusaram que Vanderlei Crespo possuía além de dois mandados de prisão, 1 em Santa Catarina (2005) e outro em Mato Grosso (2000), 2 inquéritos, sendo um na Polícia Federal (PF) em 2005 e outro no estado de São Paulo (1997), onde vulgarmente era chamado de “Vandi” e responde a processo.

O policial civil disse "que a partir desses dados, “Vandi” não deverá ser liberado enquanto não chegar um alvará de soltura expedido pelos estados acima citados". Com relação ao que aprontou aqui na cidade, terá, se conseguir alguém para assumir a realização do bingo sua situação resolvida, mas, que será encaminhado para responder as outras pendências processuais.

Dentro do tempo que foi disponibilizado para Vanderlei falar, iniciou dizendo que o bingo não aconteceu na 1ª data marcada por causa de uma forte chuva. Alega também, que tem sua situação resolvida com a justiça, pois, segundo ele foi agraciado com um perdão de pena e acredita em falha no INFOSEG.

“Vandi” disse que escolheu Humaitá por ser uma cidade geograficamente estratégica, ideal para se trabalhar com associações, ”[...] sou presidente de uma fundação no Acre” afirma o acusado.

Vanderlei finaliza sua fala dizendo que se sente uma pessoa sem direitos e que tem até o dia 27/12 deste ano para realizar o bingo.

Por isso, faz um apelo para que qualquer instituição, grupo, pessoa ou associação que queira tomar a frente do evento e ajudá-lo a quitar essa dívida com a sociedade humaitaense, pode procurar a 8ª DRPC que todo o processo será mediado pela própria polícia civil.

Ao final, o acusado cita um moto-taxista chamado de “Dudu”, que segundo ele, foi a pessoa que mais vendeu cartelas e acreditando que ele possa ser uma das pessoas que pode tomar a frente e realizar o bingo.

O investigador finaliza o encontro, ressaltando que a polícia tomou essa iniciativa pensando na sociedade. Que a realização desse bingo, será vantajosa para todos os envolvidos, uma vez que as pessoas que investiram no jogo, só poderão reaver seu dinheiro por meio de uma ação cível, (Tribunal de Pequenas Causas).

Considerando Joelson, um problema dessa natureza poderia ser evitado se os órgãos que expediram ao acusado o alvará para trabalhar, tivessem a preocupação de só emitir o documento perante a apresentação do atestado de antecedentes criminais. “isso é um procedimento de rotina” conclui o investigador.

NOTA DA REDAÇÃO DE O CURUMIM

Sinceramente, não dá para entender!

O acusado tem a ficha suja em vários estados, processo na Polícia Federal, dois Mandados de Prisão, escolhe estrategicamente Humaitá para aplicar mais um golpe e, de repente, se diz injustiçado e sem direitos. Agora, a Polícia Civil resolve ajudar o coitadinho a tentar livrar sua cara.

Isso não é tarefa para ADVOGADO DE DEFESA?

Agora é missão da Polícia Civil INTERMEDIAR negociações entre o acusado e "qualquer instituição, grupo, pessoa ou associação que queira tomar a frente do evento" para ajudá-lo?

A Semana da Conciliação já terminou e isso é trabalho do JUDICIÁRIO.
 
Fonte e Foto: Jornal O Curumim (Romilson Azevedo)