14 janeiro 2010

Homenagem as Vítimas da Catástrofe no Haiti

Homenagem

Queremos demonstrar aqui nossas sinceras condolências a todas as vítimas do desastre ocorrido no Haiti, em especial a fundadora da Pastoral da Criança, Drª Zilda Arns Neumann. Com uma postura diferente, a Drª Zilda Arns, tomou uma postura questionadora, e mais do que isso, uma postura modificadora. Ela procurou sentir a dor do próximo e se tornou grande guerreira.

O nosso Blog, não poderia deixar de homenagear uma pessoa que dedicou grande parte de sua vida buscando direito para todos. Estaremos sempre vigilantes para que seu exemplo de vida continue vivo. Siga o Blog do Leão no Twitter.

Significados e Objetivos

A Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti ou MINUSTAH (Mission des Nations Unies pour la Stabilisation en Haïti), é uma missão de paz criada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas em 30 de abril de 2004 por meio da resolução 1542, para restaurar a ordem no Haiti, após um período de insurgência e a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide em fevereiro de 2004.

A missão se encontra chefiada pelo diplomata tunisiano Hédi Annabi. Os objetivos da missão são principalmente:

1. Estabilizar o país.
2. Pacificar e desarmar grupos guerrilheiros e rebeldes.
3. Promover eleições livres e informadas.
4. Formar o desenvolvimento institucional e econômico do Haiti.

A missão está no país desde junho de 2004, sempre Comandada pelo Brasil. Anteontem (12), em Porto Príncipe, capital do Haiti por volta das 16h53, quando o terremoto aconteceu, que para eles o mundo literalmente balançou. Após isso o tremor continuou e aumentou e de repente ouviu-se um barulho terrível que vinha do solo como se alguém tivesse jogando uma bomba.

No trânsito, o caos e o pânico estavam instalados e a população, em sua maioria estava nas ruas com medo de ficar em suas casas, tornando o trânsito um verdadeiro inferno. As cenas impressionavam, eram crianças mortas nos braços de mães e pais que pediam ajuda, era gente morta no meio da rua, casas completamente destruídas, lacerações gravíssimas, idosos necessitando de atenção médica urgente.

O palácio presidencial, várias escolas, hospitais e outras construções ficaram destruídos após o terremoto. O número de mortos não é conhecido com precisão, embora fontes noticiosas afirmarem que podem chegar aos 50 mil. O país foi completamente devastado, não tenho palavras pra descrever o que mais esse povo agüenta sofrer, além de miséria, fome, violência, sede, agora devastação e desolamento. Não há energia, nem água potável, nem comida, o desespero toma conta geral.

Notícias

O Comando do Exército confirmou nesta quarta-feira (13) a morte de 11 militares brasileiros no Haiti vítimas do terremoto. Veja a lista dos brasileiros mortos O terremoto atingiu o país e destruiu vários prédios na capital, Porto Príncipe. O abalo devastou a cidade e deixou milhares de mortos, segundo o presidente do país da América Central. O premiê teme que mais de 50 mil pessoas tenham morrido. O tremor afetou a estrutura de telecomunicações no país, e as informações sobre vítimas e danos ainda são desencontradas.



O ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, já embarcou rumo ao Haiti para monitorar a situação. Ele está acompanhado do comandante da Marinha, Almirante Júlio Soares de Moura Neto, o Comandante do Exército, General Enzo Martins Pery, o secretário executivo da Secretaria Especial de Direitos Humano, Rogério Sotilli, o senador Flávio Arns (PSDB-PR), sobrinho de Zilda Arns, além de representantes do Ministério da Saúde, do Ministério das Relações Exteriores e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O Itamaraty já anunciou que será enviada uma ajuda humanitária de mais de R$ 15 milhões. Além do dinheiro, o governo brasileiro também disponibilizará até sexta-feira (15), cerca de 28 toneladas de alimento. O ministério das Relações Exteriores também decidiu reforçar a embaixada brasileira em Santo Domingo, na República Dominicana, país vizinho ao Haiti na ilha de Hispaniola. Segundo o Itamaraty, há no país 1.310 brasileiros - destes, 1.266 são militares das forças de paz. Veja vídeos sobre o abalo

História

Em 5 de dezembro de 1492, Cristóvão Colombo chegou a uma grande ilha, à qual deu o nome de Hispaniola. Mais tarde passou a ser chamada de São Domingos pelos franceses. Dividida entre dois países, a República Dominicana e o Haiti, é a segunda maior das Grandes Antilhas, com a superfície de 76.192 km² e cerca de 9 milhões de habitantes.

A ilha tem formato semelhante à cabeça de um caiman (pequeno crocodilo), cuja "boca" aberta parece pronta a devorar a pequena ilha de Gonaive. O litoral norte abre-se para o oceano Atlântico, e o sul para o mar do Caribe (ou das Antilhas). Da segunda metade do século XIX ao começo do século XX, 20 governantes sucederam-se no poder. Desses, 16 foram depostos ou assassinados. Tropas dos Estados Unidos da América ocuparam o Haiti entre 1915 e 1934, sob o pretexto de proteger os interesses norte-americanos no país.

Em 1946, foi eleito um presidente negro, Dusmarsais Estimé. Após a derrubada de mais duas administrações governamentais, o médico François Duvalier foi eleito presidente em 1957.
François Duvalier, conhecido como Papa Doc, instaurou feroz ditadura, baseada no terror policial dos tontons macoutes (bichos-papões) - sua guarda pessoal -, e na exploração do vodu. Presidente vitalício, a partir de 1964, Duvalier exterminou a oposição e perseguiu a Igreja Católica. Papa Doc morreu em 1971 e foi substituído por seu filho, Jean-Claude Duvalier - o Baby Doc.

Em 1986, Baby Doc decretou estado de sítio. Os protestos populares se intensificaram e ele fugiu com a família para a França, deixando em seu lugar o General Henri Namphy. Eleições foram convocadas e Leslie Manigat foi eleito, em pleito caracterizado por grande abstenção. Manigat governou de fevereiro a junho de 1988, quando foi deposto por Namphy. Três meses depois, outro golpe pôs no poder o chefe da guarda presidencial, General Prosper Avril.
Em setembro de 1994, força multinacional, liderada pelos EUA, entrou no Haiti para reempossar Aristide. Os chefes militares haitianos renunciaram a seus postos e foram anistiados. Jonaissant deixou a presidência em outubro e Aristide reassumiu o País com a economia destroçada pelas convulsões internas.

No período de 1994-2000, apesar de avanços como a eleição democrática de dois presidentes, o Haiti viveu mergulhado em crises. Devido à instabilidade, não puderam ser implementadas reformas políticas profundas. Em fevereiro de 2004, eclodiram conflitos armados em Gonaives, espalhando-se por outras cidades nos dias subseqüentes. Gradualmente, os revoltosos assumiram o controle do norte do Haiti. Apesar dos esforços diplomáticos, a oposição armada ameaçou marchar sobre Porto Príncipe.

Aristide deixou o país em 29 de fevereiro e asilou-se na África do Sul. De acordo com as regras de sucessão constitucional, o presidente do Supremo Tribunal (Cour suprême), Bonifácio Alexandre, assumiu a presidência interinamente e requisitou, de imediato, assistência das Nações Unidas para apoiar uma transição política pacífica e constitucional e manter a segurança interna. Nesse sentido, o Conselho de Segurança (CS) aprovou o envio da Força Multinacional Interina (MIF), liderada pelo Brasil, que prontamente iniciou seu desdobramento.

Considerando que a situação no Haiti ainda constitui ameaça para a paz internacional e a segurança na região, o CS decidiu estabelecer a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH), que assumiu a autoridade exercida pela MIF em 1º de junho de 2004. Para o comando do componente militar da MINUSTAH, foi designado o General Augusto Heleno Ribeiro Pereira, do Exército Brasileiro. O efetivo autorizado para o contingente militar é de 6.700 homens, oriundos dos seguintes países contribuintes: Argentina, Benin, Bolívia, Brasil, Canadá, Chade, Chile, Croácia, França, Jordânia, Nepal, Paraguai, Peru, Portugal, Turquia e Uruguai.

Impactos imediatos

Um repórter da agência de notícia Reuters disse que há dezenas de mortos e feridos sob os escombros e ruas estão inacessíveis por causa da destruição, complementando: "Tudo tremia, gente gritava, casas desabavam… Está um caos total". Prédios desmoronaram, entre eles o Palácio Nacional, a sede das Forças de Paz da Organização das Nações Unidas no Haiti e um hospital em Pétionville, no subúrbio de Porto Príncipe.

Reações

Um oficial do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos disse: "Todos ficaram completamente abalados… Ouvi um tremendo barulho e gritos distantes." O embaixador haitiano no Estados Unidos, Raymond Joseph, classificou o abalo como "uma catástrofe de enormes proporções".

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que a comunidade internacional e as Nações Unidas enfrentam uma enorme catástrofe humanitária, com o terremoto no Haiti, e pediu "ajuda urgente" para os haitianos. Portugal enviou para o Haiti um avião C-130 da Força Aérea com 32 elementos da Proteção Civil que irão ajudar nas operações de socorro.

Fonte: Assessoria da 4ª CIPM
Fotos: Imagens Google