21 março 2010

Policiais acusados de traficar

Por Joana Queiroz
Onze policiais militares - um sargento e dez soldados -  do 9º Batalhão da Polícia Militar, no município de Manacapuru-Am (84 quilômetros de Manaus), foram denunciados pelo comandante da unidade, o Tenente-Coronel Marcos Brandão da Cunha, ao Comando Geral da Polícia Militar, por uso e tráfico de entorpecentes. O oficial elaborou uma espécie de relatório em que ele cita nominalmente os policiais, e enviou ao comandante-geral, da PMAM Coronel Dan Câmara. A CRÍTICA obteve com exclusividade cópia do relatório.

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No documento, Marcos Brandão diz que "os policiais recebem propina para proteger traficantes que atuam em Manacapuru-Am e afirma que eles estão colocando em risco a vida de outros militares que atuam em operações policiais de combate ao tráfico, que resultaram, nos últimos meses, em três apreensões que somaram de 371 kg de droga".

Num trecho do relatório, Marcos Brandão denuncia que o grupo de policiais que, segundo ele, “insiste em jogar com os traficantes a troco de algumas migalhas de dinheiro”, acaba encorajando os criminosos, que planejam ações subversivas contra o Estado de Direito, como desrespeito às leis e as autoridades constituídas, com enfrentamento das forças policiais,  e cita até atos de terrorismo, com armas de fogo de grosso calibre. O oficial fala de várias trocas de tiro entre traficantes e polícia e ainda de um atentado, feito com disparos contra a casa dos soldados Sildo Fialho e Conde.


Nota do Blog do Leão
Salientamos que fatos como este nos envergonham e agridem a imagem de uma Corporação centenária igual a PMAM, que está prestes a completar 173 anos de existência, glórias e lutas incansáveis em prol da sociedade amazonense. 

Repudiamos ações como esta, que fere e marca profundamente nosso orgulho de ser policial militar, sabemos que em qualquer profissão existe corrupção, e este mal ainda nos assombra, mas somos preparados para sermos perfeitos, e exigir perfeição. Lamentamos isto e esperamos que se faça justiça, que os suspeitos sejam investigados e expulsos da Corporação, que não suporta este tipo de comportamento. 

Foto: Imagens Google