06 maio 2010

Preso acusado de decapitar desafeto na BR-319

Neste sábado (01/05/10) uma discussão entre parceiros termina em tragédia, o trabalhador braçal conhecido pela alcunha de “Paraguaio” matou com golpes de foice seu parceiro conhecido pelo apelido de “Ratinho”. O assassinato aconteceu na fundiária da fazenda do Dr. Paulo Moraes delegado de Policia Civil no Estado de Rondônia, no quilômetro 85 na BR-319 sentido Humaitá/Manaus.

De acordo com informações exclusivas trazida a este Site pelo Repórter Cobra, ambos trabalhavam na fundiária da fazenda do Dr. Paulo Moraes, fazendo uma derrubada, moravam em um barraco de situação precária, o Paraguaio, sua esposa, seu genro e a vítima o Ratinho.

Segundo relato do capataz da fazenda, por volta das 16h30m de sábado, chegou à sede o senhor Maicon, genro do Paraguaio, assustado, disse que seu sogro estava brigando com o Ratinho e que queria uma bicicleta pra fugir, dizendo que o Ratinho poderia vir atrás dele.

O capataz resolveu ir ao local da briga, no meio do percurso encontrou o Paraguaio e sua esposa, vindo em direção a sede da fazenda. O capataz perguntou pelo Ratinho, ele respondeu: ele me deu um tiro e errou, aí eu dei umas foiçadas nele. Onde está o corpo? Perguntou novamente o capataz. Está embaixo do barraco, respondeu o assassino.

Como já estava anoitecendo, o capataz resolveu voltar pra fazenda e veio à cidade, procurou a policia relatando o ocorrido. Hoje (02/05) às nove horas da manhã, o delegado Dr. Teotônio e sua equipe, foram ao local e se depararam com uma cena trágica e macabra, o corpo de Ratinho estava todo retalhado, cabeça decapitada, com a barriga aberta e as vísceras expostas, já tomadas por moscas e insetos.

O corpo foi removido para o necrotério municipal, e, segundo a equipe médica, estava faltando um pedaço do coração e algumas vísceras, não se sabe se foi comidos por animais ou retirados pelo criminoso que está foragido.

Humaitá (AM) Uma ação conjunta das polícias militar e civil de Humaitá, resultou na prisão de Reginaldo da Silva Coelho, 48 anos, conhecido como “Paraguaio”, acusado de assassinar um companheiro de trabalho, conhecido como “Ratinho”, no último sábado (01.05), em uma propriedade rural, à altura do km 85, da BR-319, sentido Humaitá – Manaus, onde ambos trabalhavam em uma derrubada.

Após o crime, o acusado e família tomaram rumo ignorado, porém, o fato foi comunicado à polícia de Humaitá, que se deslocou até o local indicado, encontrando o corpo de “Ratinho”, decapitado e com as vísceras expostas, em razão dos golpes de foice que sofreu.

Após as primeiras investigações e de posse de informações sigilosas, a equipe de policiais se deslocou de Humaitá até ao km 90 da BR-319, onde fizeram campana à espera do Ônibus que faz a linha da Localidade Realidade (km 100) até a cidade de Humaitá.

Por volta das 17:30h desta terça-feira (04.05), policiais civis e militares fizeram a abordagem do ônibus, onde após interrogarem os passageiros, ninguém se manifestou. O experiente delegado de policia civil, Teotônio Rego Pereira, perguntou então quem havia embarcado ali nas proximidades, ao que os passageiros prontamente apontaram para um casal.

Sem chance de fuga ou qualquer outra atitude que pudesse despistar a polícia, Reginaldo acabou se entregando, juntamente com o genro, a esposa e uma filha menor, de 13 anos. Todos foram levados à 8ª. Delegacia Regional de Polícia Civil, onde serão ouvidos pelo Delegado.

O CRIME
Informações exclusivas obtidas pelo repórter Cobra, através de relato da esposa de “Paraguaio”, já na 8ª. DRPC, dão conta de que no último sábado, para “comemorar” o final de mais uma semana de trabalho, o acusado, “Ratinho” e o genro do acusado, identificado como Maicon, ingeriam bebida alcoólica, no barraco onde moravam, na companhia da esposa e filha de “Paraguaio”, uma menor de 13 anos.

A certa altura, iniciou-se uma discussão, com “Ratinho” proferindo toda sorte de ofensas contra a esposa de “Paraguaio”. Os ânimos se acirraram e “Ratinho”, de posse de uma espingarda, de calibre não revelado, disparou contra o genro do acusado, errando, porém, o alvo pretendido.

Sem munição, “Ratinho” tentou correr, mas, foi perseguido pelo acusado, já com uma foice na mão. Segundo a esposa de “Paraguaio”, a vitima teria escorregado, facilitando a ação de “Paraguaio”, que desferiu vários e certeiros golpes, um deles, no pescoço, decapitando a vitima, que morreu na hora.

Esposa e filha, que também correram na hora da confusão, ouviram, momentos depois, afirmações possivelmente do acusado, do tipo, “esse não vai mais incomodar ninguém”, “mulher, esse não te incomoda mais”.

Participaram da operação o delegado Teotônio Rego Pereira, o Investigador de Policia Dadimar, e os soldados PM´s Relvas e C. Sá. As informações são do repórter Cobra.
Fonte: Humaitá Notícias
Fotos: Cobra e Ivonaldo