27 abril 2011

Deputado pedirá fechamento da Unidade Prisional de Humaitá-AM


Presídio não tem sequer um agente penitenciário trabalhando. 
Os escrementos saem para uma das princiais ruas do bairro

A realidade do sistema carcerário da Unidade Prisional de Humaitá “UPH-João Lucena Leite”, (distante 590 quilômetros em linha reta de Manaus) está falido. A afirmação é do presidente da Comissão Permanente de Segurança Pública da Assembléia Legislativa do Estado, Deputado, que pedirá em seu relatório o fechamento do presídio de Humaitá-AM devido à superlotação das celas e a precariedade da estrutura física e falta de agentes penitenciários, além de uma série de outras falhas que conseqüentemente geram dificuldades para todos os outros setores, principalmente o de alimentos.
Cela feminina também prejudicada
Disse que os detentos vivem numa situação sub-humana, além da superlotação, a rede de esgoto entupiu provocando o rompimento do bueiro, enquanto que os dejetos fétidos escoam na frente do pavilhão A, exalando um fedor insuportável.
 
Excrementos a céu aberto
 
“Apesar de estar muito recente no comando do Estado, o governador Omar Aziz precisa tomar conhecimento da situação. E para que a nossa Segurança Pública sirva de modelo, como afirma em suas entrevistas Omar Aziz, eu tenho que mostrar a verdade, e, não permitir que o Amazonas venha contribuir para aumentar o ranking dos estados que mais desrespeitam os direitos humanos no mundo”, ressaltou o deputado.
Fossa estourada jorra fezes em volta dos pavilhões
Diante das revelações feitas pelo então diretor do presídio de Humaitá-AM, Cristiano Naveca Chixaro, que das dez celas que foram construídas para comportar apenas 4 presos estão abrigando hoje,  dez detentos  provocando uma superlotação. Ou seja, em vez de quarenta (40) presos estão abrigando setenta (70).
 
Sem agente: Os presos fazem seus alimentos
 
Lembra que todo administrador prisional sabe, prisões superlotadas são extremamente perigosas: aumentam as tensões elevando a violência entre os presos, tentativas de fuga e atraques aos guardas. Só que no caso de Humaitá-AM os próprios presos fazem o papel de carcereiro, porque não tem um agente penitenciário sequer.
Dep. e o diretor Cristiano  (preto)
A verdade é – ressaltou - que o sistema carcerário tem que ter um serviço de qualidade, seja no setor de alimentos ou em qualquer outro, pois todos que ali estão merecem uma segunda chance e, para isso, um bom estado nutricional é essencial para a realização das atividades do dia-a-dia de forma eficaz e saudável.
Dep. com Ten. Prestes e Delegado
O Líder do Partido da República visitou ainda a Delegacia recém-reformada da Polícia Civil e a 4ª. Companhia Independente da Policia Militar (4ª.CIPM), onde encontrou também uma série de irregularidades que será incluído em seu relatório.


Fonte: Blog Cabo Maciel