05 dezembro 2011

PMRO em Greve, desde 4 de Dezembro de 2011

Esposas de PMs fecham quartéis e governador diz que não pode atender reivindicações

O governador de Rondônia, Confúcio Moura, pediu “bom senso” para os envolvidos na paralisação dos Policiais Militares e Bombeiros em Porto Velho, em entrevista à TV Allamanda na manhã de sábado. Confúcio disse que ainda não havia recebido qualquer manifestação de greve, mas que já apresentou números sobre as condições de pagamento para o funcionalismo para os sindicatos e que não pode “quebrar o Estado, nem ser preso por descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal.”

Como já haviam anunciado, esposas de policiais militares fecharam os batalhões em Porto Velho na madrugada de sábado. Como a lei proíbe movimento grevista na corporação, as mul
heres e familiares dos membros da categoria estão à frente do movimento, que começou forte na capital com o bloqueio de quartéis e o esvaziamento de pneus de viaturas e motos da PM.

Até às 10 horas deste sábado, as mulheres e familiares haviam conseguido manter 10 viaturas paradas no 1º Batalhão; 10 no 5º; dois ônibus e oito viaturas com os pneus esvaziados na Companhia de Trânsito; 20 motos com os pneus esvaziados na mesma companhia.

Esta é a segunda greve da Polícia Militar de Rondônia no primeiro ano do Governo Confúcio. As mulheres e familiares alegam que o Governo tem sido intransigente nas negociações. O Estado chegou a oferecer um percentual de reajuste, mas retirou a proposta.

Os militares reivindicam 44% de reajuste e garantem que, desde o início do ano, vêm dando uma trégua ao governador. Nesse período, realizaram várias manifestações, movimentos paredistas, carreatas, tudo para chamar atenção da população para a segurança pública.

Depois de descumprir a promessa dos 44% – 11% em agosto/2011, 11% novembro/2011, com 22% vinculados à transposição, o governo apresentou “uma contraproposta vergonhosa em que os militares terão que aguardar até 2014 para a sua valorização”, diz Ada Dantas, da Assfapom, uma das entidades à frente do movimento.

Segundo a Assfapom, “o governo se aproveita da vedação constitucional (de não poder fazer greve) para calar o profissional; ao contrário ,é preso”.

Elas pedem reajuste salarial da ordem de 44%. As mulheres estão concentradas no 1º Batalhão da Polícia Militar (BPM), no bairro Arigolândia, centro da cidade, e no 5º BPM, que é um dos maiores quartéis de Porto Velho, responsável pelo policiamento da zona Leste da Capital. A manifestação é pacífica na frente dos quartéis, cujos portões foram fechados com cadeados.

Fonte e Foto: Blog Heróis da Vida