31 outubro 2011

PM apreende drogas e celulares no Presídio de Humaitá-AM

Por Junivaldo Lima

A operação foi realizada na manhã deste domingo (30) pela Polícia Militar, quando foram feitas buscas nas celas dos pavilhões A e B da Unidade Prisional de Humaitá (UPH), depois que denúncias delatavam que algumas pessoas estariam recebendo ameaças por telefone de ligações efetuadas de dentro do presídio. 

De acordo com o Boletim Único de Ocorrência, uma guarnição composta por 20 homens, comandada pelo Subcomandante da 4ª CIPM, Tenente PM Daniel Melo, deslocou-se até o presídio e após varredura nas celas fizeram a apreensão de 10 celulares, com carregadores, baterias e chips, armas artesanais (cortantes e perfurantes), 9 trouxinhas de maconha, além de outra porção não pesada. 

A operação aconteceu 20 dias depois de uma rebelião, na qual 02 (dois) internos acusados de estupro foram mortos após serem torturados pelos companheiros de cela, que na ocasião, encontravam-se no corredor no pavilhão B, e que desencadeou uma crise no sistema carcerário local. 

Segundo o comandante da 4ª CIPM, o Capitão PM Guimarães, "o presídio encontra-se num período de transição de diretoria, e a perspectiva é de intensificação nas revistas para evitar que fatos semelhantes ao do último dia 11.10 voltem a acontecer, prometendo agir com mais rigor. Ressalta ainda que a apreensão dos materiais se deu um dia depois da visita dos familiares."

A ação deste domingo é o princípio de uma nova postura, e o êxito corrobora para o pensamento de que alguns dos familiares dos próprios presos tentam inserir materiais ilícitos naquela casa de detenção” disse o comandante. “No entanto, com muito trabalho já estamos mudando esse quadro”, concluiu. Todo material apreendido foi encaminhado para a 8ª Delegacia Regional de Polícia Civil (8ª DRPC), e 07 (sete) internos foram conduzidos e apresentados na delegacia por se dizerem “donos”do material ilícito.

Fonte e Foto: Jornal O Curumim


30 outubro 2011

Simulador de Tiros Virtual para Treinamento de Policiais

A Sec­re­taria de Se­gu­rança Pública do Ama­zonas (SSP) iniciou, nesta sexta-feira (28), as ativi­dades de instrução de tiro para os poli­ciais, com o uso do es­tande vir­tual do Sim­u­lador de Tiros, fer­ra­menta adquirida pelo Gov­erno do Es­tado para aper­feiçoa­mento das polí­cias Civil e Mil­itar.  O evento vai contar com as pre­senças do se­cretário de Se­gu­rança Pública, coronel PM Paulo Roberto Vital, do del­e­gado-geral da Polícia Civil, Mário César Nunes, do co­man­dante-geral da Polícia Mil­itar, coronel PM Almir David, e do di­retor-geral do In­sti­tuto In­te­grado de Ensino (IESP), coronel Fran­cisco Chagas.

O se­cretário Vital afirmou, ontem, que o sim­u­lador é muito im­por­tante para a for­mação dos 2.500 novos poli­ciais e aper­feiçoa­mento dos mais antigos. “É um in­stru­mento tec­nológico que a SSP vai em­pregar ,também, na preparação dos poli­ciais que vão atuar no pro­grama Ronda no Bairro. Sem contar que ele gera uma economia con­sid­erável de mu­nição real no treina­mento, porque os pro­ced­i­mentos podem ser cor­rigidos quantas vezes for necessárias", disse.

 De acordo com e diretor-geral do IESP, órgão da SSP responsável pela coordenação e controle do equipamento, coronel PM Francisco Chagas, o simulador ocupa uma área de quase 200 metros quadrados e irá treinar até 100 policiais por semana. Ele ressalta que cada órgão do sistema de segurança poderá agendar junto ao Iesp o treinamento dos policiais.

O local do simulador de tiro é Batalhão de Choque da Polícia Militar, no quilômetro 17 da AM 10 (Manaus-Itacoatiara), antigo Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), logo após a barreira.

Fonte e Foto: Polícia Presente

Governo envia Força Nacional para o Sul do Amazonas


O Governo Federal vai reforçar o policiamento no Distrito de Santo Antônio do Matupí, Km-180 da BR-230 Transamazônica, pertencente ao município de Manicoré-AM. Atendendo à solicitação da Secretaria de Estado de Segurança Pública, o Ministério da Justiça autorizou o envio de 24 (vinte e quatro) policiais da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), para o distrito, que fica na região no Sul do Estado do Amazonas, considerada uma área de conflito agrário, social e madeireiro, os integrantes da Força Nacional estão utilizando o município de Humaitá-AM como base de apoio. 

Atualmente um grupo de trabalho formado por órgãos federais e estaduais fazem monitoramento da área. De acordo com a secretária-executiva adjunta da SSP-AM, Neide Alvarenga, o grupo de policiais vai reforçar o trabalho de policiamento ostensivo e preventivo que já é feito pela Polícia Militar do Amazonas (PMAM) e ficará sob a coordenação da Secretaria. 

Neide Alvarenga esteve em Santo Antônio do Matupí para participar de uma reunião com órgãos estaduais e federais, na última semana, e ainda fazer um levantamento da situação para definir a estratégia de combate aos crimes que ocorrem na região. “Com esse levantamento a Secretaria de Segurança Pública poderá canalizar seus recursos objetivando a realização de uma operação conjunta com as instituições estaduais e federais”, disse a secretária, ao destacar que a medida segue orientação do governador do estado Omar Aziz. 

Fonte e Foto: Humaitá Notícias, via Blog do Holanda

O Sistema Prisional Brasileiro - Tem Solução, a municipalização - Parte II

Texto extraído do Jornal A Crítica, escrito por Lélio Lauria.

É lição clássica na execução penal estabelecerem-se critérios para identificar a responsabilidade de cada ente federativo pelo sistema prisional. E é nesse contexto que se busca refletir a respeito da municipalização, tendo como objetivo precípuo chamar a atenção da sociedade para essa discussão.
Assistimos, muitas vezes, com inexplicável passividade, a utilização da teoria econômica para a não construção de presídios nos municípios. Em trabalho intitulado “As Prefeituras e os Presídios”, Júlio Francisco Gregory Brunet aborda essa questão no seguinte aspecto:
Além do descaso da sociedade, os Prefeitos não querem estabelecimentos prisionais em suas comunidades por razões concretas. Elas derivam do que os economistas nominam dedeseconomias, ou seja, a maior população flutuante sem laços com os habitantes locais, aumento da insegurança e criminalidade, e, sobretudo, incremento da demanda por serviços públicos como saúde, educação, água, esgoto, transporte coletivo, tudo sobre os orçamentos já bastante enxutos das Prefeituras. Assim, intuitivamente, Prefeitos e as populações dos municípios tendem a rejeitar a construção ou ampliação dos presídios em suas áreas”.
Sabemos que, apesar de contundente, essa é uma das razões que explicam o afastamento dos municípios da execução da pena. Por mais que o Governo Federal e os Governos Estaduais invistam na municipalidade, sempre haverá óbice à construção de estabelecimentos prisionais nos municípios. Deixam de considerar, as autoridades municipais que, do mesmo modo que a União e os Estados respondem pela segurança daquela população, deve o município participar da administração de tais estabelecimentos, considerando que é nas cidades onde ocorre a maior parte dos crimes, não havendo motivo para suas Prefeituras rejeitarem os locais sugeridos para construção de presídios, sejam eles indicados pelos Estados ou pela União.
Não se trata aqui apenas de transferir responsabilidades de uma esfera de governo a outra. Devemos, antes de tudo, equacionar esse problema das deseconomias, criadas pela instalação de unidades prisionais, levando em consideração a necessidade de incentivos fiscais e econômicos para essas regiões. O autor citado defende a possibilidade de a União e os Estados poderem direcionar 5 a 10% das transferências constitucionais às municipalidades que vierem a abrigar estabelecimentos prisionais. Defende que esses recursos adicionais servirão para equacionar as deseconomias e melhorar a quantidade e a qualidade dos serviços públicos locais. É, como se pode ver, a aplicação do Princípio da Compensação Econômica e Tributária nessa área. Não resta qualquer dúvida de que a melhoria das condições dos estabelecimentos prisionais desses municípios, acarretará, indubitavelmente, a redução da criminalidade e a possibilidade de inclusão, resgatando-se essa dívida social histórica. A alteração das fontes de financiamento das municipalidades certamente terá o apoio do Congresso Nacional, das Assembléias Legislativas e das Câmaras Municipais, levando-se em conta o grande volume de recursos disponíveis para atrair esse tipo de iniciativa, com melhorias significativas do sistema penitenciário brasileiro.
Estamos convencidos de que não há como tratar o tema da municipalização da execução da pena afastado da questão relacionada aos incentivos fiscais desses entes federativos. No que diz respeito a essa matéria, ou seja, a possibilidade de concessão de incentivos fiscais aos municípios que abriguem presídios, vale destacar a Proposta de Emenda Constitucional – PEC 135/07, que altera a repartição do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para aumentar a transferência aos municípios que abrigam presídios. Nesse particular, vale destacar que a regra atualmente adotada é de 25% da arrecadação com o imposto que é de competência estadual. Nesse caso, são repassados para as Prefeituras, seguindo dois critérios estabelecidos: 75% do valor divididos com base na participação de cada cidade na geração do imposto e 25% segundo o que determinar o Estado em lei específica. A PEC 135/07 muda essa divisão, no sentido de que, nas cidades que abrigam estabelecimentos penais, a divisão será feita com base no percentual de 80%, e não mais nos 75% da regra anterior. O restante (20%) será definido por cada Estado. O resultado final é um aumento de repasse para as cidades que abrigarem presídios estaduais ou federais. É evidente que municípios como esses devem ser tratados de forma diferenciada, já que, obviamente, fazem um grande sacrifício em favor do Estado e do próprio país, sustenta o autor da Proposta. Neste ponto, merece registro a posição sustentada pelo economista Serafim Correa, ex-Prefeito de Manaus, descrente de que essa proposta tenha êxito, argumentando que “a redação não foi muito feliz porque o todo terá que ser rateado entre todos os Municípios”. E continua o renomado economista:
Assim é que, por exemplo, de uma arrecadação de ICMS no valor de 400, 25% pertencem aos Municípios, o que equivale a 100. Esses 100 serão divididos, 25% conforme dispuser lei estadual e os 75% pelo valor adicionado. É importante ter uma compensação, mas teria que ser algo mais direto e objetivo, como um valor determinado todos os meses por cada vaga existente no presídio”.
É importante referir, embora sumariamente que, no ano de 2007, os municípios brasileiros receberam cerca de 43 bilhões de reais oriundos do repasse do ICMS, quantia expressiva e que daria, certamente, para ser utilizada, pelo menos uma parte, no sistema prisional. A PEC 135/07 tramita apensada à PEC 263/04, que atrela a divisão do ICMS à população carcerária de cada Estado. As duas propostas estão sendo avaliadas pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania e, se aprovadas, deverão seguir para uma Comissão Especial antes da votação em dois turnos pelo plenário.
No que diz respeito à possibilidade de compensação dos municípios pela construção de presídios, é importante salientar, nesse aspecto, que a Câmara Municipal de Avaré, em São Paulo, acatou proposta do Presidente da Casa, apoiando a aprovação do Projeto de Lei Estadual nº 459/2006, que cria mecanismo de compensação financeira para os municípios de até 150 mil habitantes que mantêm presídios em seus territórios, como é o caso do município de Avaré. O Projeto considera os municípios onde funcionam unidades prisionais como “solidários” e torna “expressamente proibida a implantação de unidades referidas naquela lei em municípios de até 150 mil habitantes, denominados como estâncias turísticas climáticas ou hidrominerais”. O mesmo projeto estipula que o valor a ser repassado a cada município “solidário”, será a média dos critérios adotados pelo Governo do Estado de São Paulo, a serem fixados em regulamento e repassados aos municípios pela Secretaria de Administração Penitenciária daquele Estado.
A impressão que fica é de que há uma crescente dificuldade para a construção de estabelecimentos penais em qualquer cidade do Brasil, e esse aspecto importante da municipalização da execução da pena tem sido explorado com larga freqüência nos meios de comunicação. Pode-se afirmar que, em certa medida, há um equívoco muito grande quando se pretende avaliar as manifestações populares acerca da instalação de presídios nos municípios brasileiros. Em primeiro lugar, a percepção é de que não há, verdadeiramente, intenção dessas comunidades em rejeitar presídios ou presos naquelas cidades, mas sim a construção de grandes presídios que, de fato, representam obstáculos para o desenvolvimento desses municípios, especialmente aqueles que apresentam vocação para o turismo. Também não se pode olvidar de que essa indução à municipalização da execução da pena deve considerar a necessidade de destinação de imóvel para construção de presídios nos municípios. Sem terreno com afetação, sequer há possibilidade de apresentação de projeto arquitetônico no órgão nacional competente.
Com efeito, construir presídios no Brasil tornou-se algo tão desgastante nos últimos anos que fez com que muitos gestores do sistema prisional brasileiro criassem comissões especiais com finalidade exclusiva para viabilizar essas construções. E os obstáculos criados nessa área não se resumem apenas à falta de recursos, burocracia da Caixa Econômica Federal ou no processo de licitação. Estão relacionados, exatamente, com um dos requisitos indispensáveis para efetivação da construção: a dificuldade de se encontrar imóvel para abrigar esses presídios. Quando se encontra um desses imóveis nos municípios, das duas uma, ou não está regularizado junto aos órgãos oficiais, ou não obedece às dimensões exigidas por lei. Quando, como que por um milagre, todos os requisitos são preenchidos, surge a grita da comunidade contra essa iniciativa. Por motivos variados, os municípios brasileiros sempre apresentaram resistência quando o assunto é construção de presídios em seus territórios. Isso nunca constituiu nenhuma novidade, sendo, pelo contrário, ato que se repete ao longo da história.
O que surpreende e, em alguns casos, causa repulsa, são os argumentos utilizados para justificar essa posição. Indiferente ao fato de que o crime foi praticado na circunscrição do município e de que seu combate e prevenção, além da recuperação do criminoso são de sua responsabilidade, algumas autoridades municipais deflagram e estimulam campanhas agressivas de rejeição à construção de unidades prisionais em seus territórios. Movimentos como “Diga Não aos Presídios” inundam o país por meio da Internet com propostas recheadas de revolta de seus organizadores, que usam a população dessas cidades como massa de manobra contra a instalação de presídios na sua base geográfica. Verificando o conteúdo de algumas dessas campanhas, como é o caso de determinadas regiões do Estado de São Paulo, e pela impropriedade das citações e constatação do perigo que representam, é possível concluir que a questão penitenciária é, antes de tudo, um problema de natureza política, mas essencialmente cultural e educacional, e está longe de ser enfrentada com o uso correto de ferramentas apropriadas.

O Sistema Prisional Brasileiro - Tem Solução, a municipalização -Parte I


Texto extraído do Jornal A Crítica, escrito por Lélio Lauria.
O Sistema Penitenciário tem sido objeto de discussão no mundo todo com a participação maciça de especialistas das áreas penal, penitenciária e de criminologia. Historicamente, o tratamento dado aos criminosos passou por diversas fases, culminando com a substituição do suplício por penas mais moderadas e proporcionais aos delitos. Pode-se afirmar que estamos diante do fracasso da pena privativa de liberdade como instrumento de reabilitação. Grupos criminosos são formados dentro dos presídios e passam a controlar fugas e rebeliões. Crimes são cometidos no cárcere. A reincidência cresce. A superlotação dos estabelecimentos penais favorece a violência e a corrupção. Novas condutas são criminalizadas, muitas vezes indiscriminadamente, levando ao aumento da população carcerária. Milhares de ordens de prisão permanecem sem execução. A impunidade reina absoluta.
Preocupa o distanciamento da sociedade com relação à questão prisional. Estamos cientes de que precisamos encontrar novos caminhos para que a política de aprisionamento seja destinada aos indivíduos realmente perigosos.
Mas, há uma pergunta que sempre se repete: o sistema prisional brasileiro tem, realmente, solução?
As estatísticas são estarrecedoras. O quadro atual do sistema prisional brasileiro mostra que temos uma população carcerária de quase 500 mil presos, mais precisamente 496.251 pessoas presas, das quais 34.807 são mulheres, todos sustentados por nós (grifo nosso). Há um déficit de 197.976 vagas. Do total dos encarcerados, 82% estão nos sistemas penitenciários, e outros 18% - mais precisamente 89.325 presos -, em Delegacias de Polícia. Os números mostram que a população carcerária brasileira mais que dobrou em nove anos (107%): em 2000, eram 232 mil presos, e, em 2009, chegou a 480 mil o número de encarcerados. A título de comparação, no mesmo período a população brasileira aumentou 11,8%, sendo importante salientar que o aumento da população carcerária foi impulsionado pelo crescimento de presos provisórios, que representam 44% dos presos no país.
Nesse contexto, mesmo admitindo a possibilidade de imprecisão dos dados aqui expostos, diante das divergências na alimentação do sistema de informações penitenciárias pelas unidades da federação, é incontroversa a conclusão que se pode extrair da análise dos números apresentados: pior do que está pode ficar sim, contrariando o vetusto aforismo. Precisamos agir, e rápido.
O fato é que existem muitas críticas e poucas propostas efetivas de solução. Quando o tema é, então, a responsabilidade dos municípios no sistema prisional, a questão torna-se mais complexa, e tem instigado os operadores e pensadores da moderna execução penal no Brasil.
Ao longo dos anos, a proposta de municipalização do sistema prisional brasileiro tem aparecido, invariavelmente, em quase todos os pacotes de soluções para a crise carcerária, apresentada pelos mais renomados estudiosos da execução penal. Algumas dessas propostas são muito bem fundamentadas, outras nem tanto. Nenhuma delas, entretanto, esclarece como se tornaria viável a participação mais efetiva do município no âmbito do sistema prisional do país.
No contexto administrativo prisional brasileiro, é de se registrar, antes de tudo, que o termo municipalização refere-se, especificamente, "ao compartilhamento da responsabilidade da União e do Estado com o município, de forma progressiva e gradual, da execução das ações na área do sistema penitenciário, tanto em relação ao preso condenado como ao preso provisório, respeitadas as peculiaridades de cada município". Note-se que não há, propriamente, transferência de responsabilidade, mas atuação conjunta, compartilhada, dos entes federativos.
Indispensável, ainda, sob o aspecto didático-pedagógico, nesta abordagem, esclarecer que não se pode confundir a proposta de municipalização da execução da pena com outros aspectos relacionados à descentralização administrativa no sistema prisional. A questão principal não é obrigar o município a construir presídios, mas exigir que participe de sua administração, dando assistência ao seu munícipe que está momentaneamente privado da liberdade, muitas vezes porque foi excluído das políticas públicas municipais na área social, ou seja, o município o exclui dessas ações e depois espera que o Estado ou a União assuma a responsabilidade pela ausência de políticas públicas destinadas a esse cidadão que está preso.
Cumpre notar que a complexidade da matéria nos permite reconhecer que a questão da municipalização da execução da pena tem contornos políticos, jurídicos e também econômicos. Historicamente, os municípios têm se negado a participar da execução da pena, tendo os prefeitos da maioria das cidades brasileiras apresentado resistência quanto à construção de estabelecimentos prisionais para abrigar a população carcerária daqueles municípios, por causa de seus marketing eleitoreiros, isso queimaria o filme de muita gente (grifo nosso).
Além de atribuir ao Estado a responsabilidade pela construção e administração de presídios nos seus municípios, os prefeitos alegam que tais construções em suas cidades traria consequências graves no que diz respeito ao desenvolvimento econômico de sua região. São essas as razões e motivos concretos que, muitas vezes, impedem a construção de estabelecimentos prisionais em alguns municípios.
Afinal, é preciso mudar essa lógica. Caso contrário a municipalização tornar-se-á a calenda grega do sistema prisional brasileiro.

29 outubro 2011

Segurança Pública - Links Úteis



Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP)


Para a realização da sua missão e atividades, o FBSP mantém laços de colaboração com organizações diversas, brasileiras e internacionais, relacionadas a frentes variadas dos projetos e iniciativas mantidas pelo Fórum, contando ou não com a participação de um ou mais dos seus associados, mas integradas pelo sentido comum de contribuir e assumir um papel para o aprimoramento da segurança pública no Brasil nas suas múltiplas dimensões.

A existência e o exercício cotidiano desses vínculos é parte fundamental da realização pelo Fórum do seu objetivo de favorecer a multiplicação dos atores sociais e institucionais envolvidos com a temática da segurança pública, a integração de esforços neste sentido e sempre o fortalecimento da rede resultante desse processo. A relação a seguir traz, assim, os principais parceiros com os quais o Fórum mantém uma relação constante sob essa visão comum.

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Instituto Sou da Paz



O objetivo do Sou da Paz é influenciar a atuação do poder público e de toda a sociedade frente à violência. O Sou da Paz implementa projetos nas regiões e com os públicos mais afetados pela violência, assessora governos na elaboração e implementação de políticas de segurança e mobiliza a sociedade sobre o tema.

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Viva Rio



O Viva Rio é uma organização comprometida com a pesquisa, o trabalho de campo e a formulação de políticas públicas com o objetivo de promover a cultura de paz e a inclusão social.

A instituição foi fundada em dezembro de 1993, por representantes de vários setores da sociedade civil, como resposta à crescente violência que assolava o Rio de Janeiro.

Nesse período, o Viva Rio desenvolveu e consolidou atividades e projetos que se tornaram políticas públicas reproduzidas pelo Estado, empresas, mercado e outras organizações.

Missão: Promover a cultura de paz e viabilizar a inclusão social. 

Visão: Uma sociedade que integre segurança e direitos civis, justiça e liberdade, desenvolvimento e meio ambiente, modernidade e diversidade cultural.

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Conectas - Direitos Humanos




Conectas Direitos Humanos é uma organização não governamental internacional, sem fins lucrativos, fundada em outubro de 2001 em São Paulo – Brasil. 

Sua missão é promover a efetivação dos direitos humanos e do Estado Democrático de Direito, especialmente no Sul Global (África, América Latina e Ásia).

Desde janeiro de 2006, Conectas tem status consultivo junto à Organização das Nações Unidas (ONU) e, desde maio de 2009, dispõe de status de observador na Comissão Africana de Direitos Humanos e dos Povos.


Fonte e Foto: Seção de Comunicação da 4ª CIPM

28 outubro 2011

A polícia é uma ponte para outro emprego?

Não é raro se ouvir certa crítica, principalmente por parte de policiais dos escalões superiores, àquele profissional que ingressou na instituição policial com a intenção de deixá-la em breve, tão logo consiga outro emprego que satisfaça suas ambições – financeiras e até mesmo vocacionais. Como se deve encarar este uso “descartável” das polícias?

Preliminarmente é preciso questionar este contexto sob outro ponto de vista: existirão policiais que ingressam nas corporações admitindo esta carreira como permanente, sem interesse de sair, mas que são “convencidos” pelas mazelas institucionais a abandonar a corporação que servem? Acreditamos que existem casos assim, onde as polícias perdem profissionais interessados e competentes, mas não adaptados a certas perversidades organizacionais – afinal, ninguém tem vocação para certas contradições.

Voltando àqueles que já ingressam nas polícias visando algo diferente, é preciso reconhecer que este fenômeno é efeito da conjuntura econômica e cultural que vivenciamos, onde as ambições estão diretamente ligadas à aquisição capitalista, e, devemos lembrar, as polícias brasileiras não são as melhores organizações para garantir certos luxos – boa parte delas sequer garante as necessidades mais básicas.

Por outro lado, lembremos que boa parte daqueles que inicialmente tinham a intenção de sair da corporação policial acabam ficando, mais por não ter conseguido algo satisfatório diferente da polícia do que por “paixão” pela corporação policial. As exigências do trabalho nas polícias, a dinâmica do serviço, que nem sempre possibilita a dedicação a outros afazeres, acaba limitando o acesso a outras carreiras.

É importante frisar, para aqueles que vêem o ofício policial como mera “ponte” para outro emprego, que é perigoso confundir vontade de sair com falta de vontade de trabalhar. Não é admissível se omitir e deturpar as missões que lhe são atribuídas motivado pelo ímpeto de abandonar a instituição, pois isto pode causar problemas extremos (e a atividade policial é uma profissão de extremos), como a perda da vida própria ou alheia.

Não é antiético querer sair da instituição policial, visando horizontes profissionais que lhe sejam mais favoráveis. Existem certos “vocacionados”, que confundem a atividade policial com a prática do extermínio e da arbitrariedade, que deveriam ser menos desejados nas polícias do que aqueles que querem “passar uma chuva”, mas que cumprem seus papéis ordinariamente. Uma coisa é certa: avançar no fomento de corporações policiais mais justas, valorizadas e bem estruturadas diminuirá cada vez mais esta debandada, e o uso “descartável” das polícias, evitando assim a perda de bons profissionais.

Fonte e Foto: Abordagem Policial


25 outubro 2011

Diferença dos veículos que fazem nossa segurança no Amazonas

O Deputado Estadual Cabo Maciel insiste que além das viaturas, armamentos, coletes, munições, algemas e outros equipamentos de segurança o governador Omar Aziz precisa olhar para a situação do homem que vai trabalhar nas operações do Programa Ronda nos Bairros.


Novos veículos comprados no atual governo

A Segurança Pública no Brasil precisa estar melhor equipada e os policiais melhor remunerados para poder oferecer um serviço confiável a população. O deputado Cabo Maciel tem percorrido os Batalhões, Companhias e unidades militares da capital e do interior e verificado a precariedade em que se encontram as viaturas.

O parlamentar republicano reconhece o esforço que vem sendo feito pelo governador Omar Aziz, investindo na compra de viaturas, coletes, armamento, munições para que a Polícia possa estar melhor preparada para combater o crime organizado.

Esse Gol da PMAM comprado no governo anterior
Os outros países estão sempre procurando melhorar sua frota de veículos para combater o crime organizado. Mas algumas também se dão ao luxo de comprar super carros apenas para perseguições ou somente para exposições. Vejam alguns belos exemplos pelo mundo a fora:




Vejamos por exemplo:


REINO UNIDO
Lamborghini Murcielago






O Lamborghini Murcielago foi comprado apenas para exibição da polícia inglesa. Seu motor é um V12 que gera 640 cavalos de potência. Para a sorte dos infratores, este Murcielago não ficou muito tempo nas mãos dos policiais ingleses.                                                                                                                             

ITÁLIA
Lamborghini Gallardo


Este exótico automóvel faz parte da frota oficial de veículos especiais da polícia estatal da Itália, que veio a substituir o outro Gallardo da primeira geração, usado em Roma. Seu motor V10 5.2 gera 560cv e a leva de 0 a 100km/h em 3,7s.


HOLANDA
Audi

O conversível da policia oficial holandesa pesa nada mais que 1,250 Kg e acelera de 0 a 100 Km/h em apenas 4,5 segundos. Seu motor V8 4.2 litros originário da Audi, produz 400 cavalos de potência e o leva a uma velocidade máxima de 300 Km/h.
                                                                   ESTADOS UNIDOS
Dodge Magnum


                                                                                                                    A policia da cidade de Michigan nos, EUA, adquiriu uma frota unteira de Dodge Magnum. Eles são equipados com um motor V8 6.1 de 600cv

Hummer H2
Desenvolvido pela GeigerCars a pedido de um xerife texano, esse Humer H2 é equipado com um motor 7.0 com 720cv que leva esse grandalão aos 100km/h em apenas 6,5s.


ALEMANHA                                                                                                                         Porsche 911 Carrera S


Para os que gostam de “testar” seu automóvel nas Autobhans (rodovia sem limite de velocidade em determinadas áreas), é bom tomar cuidado com a policia alemã. Ela possui uma frota de Porsche 911 Carrera S, ele possui um motor 3.8 litros de 6 cilindros que gera 385cv,o suficiente para levalo de 0 a 100km/h em apenas 4,7 segundos.

Fonte e Foto: Blog do Cabo Maciel

Quanto você cobraria para ser policial?

Quem não é policial muitas vezes ignora quais são os reais motivos pelos quais os profissionais de segurança pública reivindicam atenção e reconhecimento. Neste texto, pretendemos mostrar um pouco das agruras por que passam os policiais, além de algumas de suas funções que parecem ser dignas de observação quando estamos falando de valorização profissional. Ao final, o leitor poderá responder à pergunta: “Quanto você cobraria para ser policial?”:

Passar noites sem dormir

A maioria das pessoas só vê a polícia quando ocasionalmente passa por uma viatura ou guarnição durante seu cotidiano diurno, ou na parte inicial da noite. Para quem não sabe, porém, a polícia trabalha ininterruptamente todos os dias, inclusive no momento em que os cidadãos “normais” se encontram no aconchego dos seus lares, aquecidos e descansados, dormindo para enfrentar a rotina do dia posterior. Às vezes, esta jornada noturna se estende, em virtude de ocorrências mais demoradas e problemáticas. Durante o serviço policial, dormir, e todos os benefícios que o ato traz ao corpo, são exceção.

Faltar a eventos familiares/afetivos

Natal? Revellion? Carnaval? Dia dos pais? Dia das mães? Aniversário? O policial não tem direito a qualquer destas comemorações, caso esteja escalado de serviço. Também não pode deixar de trabalhar, se for o caso, para ir à apresentação de teatro do filho na escola, tampouco para fazer uma viagem romântica com o(a) cônjuge. Na polícia, o ditado popular se faz valer: “primeiro a obrigação, depois a diversão”.

Correr risco de morte

Certamente este é o mais óbvio dos ônus de se tornar policial, mas também o mais preocupante: ser policial é trabalhar com a possibilidade de morte a qualquer momento do serviço. Não são poucos os casos de policiais mortos em confronto, ou mesmo em acidentes e incidentes possíveis no desenrolar da atividade: colisão de viaturas em perseguições, manuseio equivocado de arma de fogo etc.

Ser reconhecido fora de serviço

Um desdobramento do aspecto acima mencionado está presente também quando o policial não está mais em serviço. Caso seja reconhecido no momento de um assalto, por exemplo, dificilmente os suspeitos serão benevolentes com o policial, pelo receio da represália imediata e posterior. Assim, admitir-se policial em qualquer ambiente é quase se oferecer aos riscos inerentes a esta condição.

Salvar vidas de vítimas do crime

Cotidianamente a polícia põe fim a seqüestros, assaltos com reféns, tentativas de homicídio, roubos, furtos etc. Cotidianamente a polícia salva vidas, tal como o médico o faz, com uma diferença: expondo sua própria vida.

Ser generoso, polido e negociador

Embora a imagem que as polícias tenham entre a população brasileira seja a de uma instituição rústica, truculenta e abrupta, o fato é que a maioria dos policiais lidam com os problemas que se lhe apresentam no dia a dia de modo muito mais brando. Isto porque seria praticamente impossível resolver a gama de problemas nas ocorrências caso agisse sempre arbitrariamente. Sem o talento da mediação, o policial estará fadado ao fracasso.
***
Frente ao contexto apresentado de modo resumido e superficial ao leitor, repetimos a pergunta título deste texto: “Quanto você cobraria para ser policial?”. Como dizem por aí, “perguntar não ofende” (bom seria que os governadores dos estados brasileiros respondessem a indagação).

Fonte e Foto: Blog Abordagem Policial

População quer aumento salarial e melhora na formação policial

O IBOPE publicou uma pesquisa encomendada pela Confederação Nacional das Indústrias, onde a população brasileira foi consultada sobre o panorama da segurança pública no Brasil. Apenas 12% dos entrevistados na pesquisa consideraram a situação da segurança pública no Brasil boa (11%) ou ótima (1%). Os problemas a se enfrentar para que o contexto seja alterado, segundo a pesquisa, são os seguintes:
E as polícias? Quais medidas adotar para que sua atuação seja melhorada, já que apenas 34% dos entrevistados consideram a atuação das polícias militares boa/ótima e 35% vêem na mesma situação as polícias civis – índice que coloca PM’s e PC’s no mesmo patamar de simpatia. Segundo a pesquisa, o aumento salarial é a primeira medida a ser adotada para modificação da conjuntura:
A pesquisa também analisou a opinião dos brasileiros sobre a justiça criminal, aferindo as orientações sobre temas como pena de morte, prisão perpétua, maioridade penal etc. Os resultados demonstram certa tendência a causas repressivas:

Fonte e Foto: Blog Abordagem Policial
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