15 março 2013

Rebelião na Unidade Prisional de Humaitá


No início da noite da última quarta-feira (13/03) por volta das 18h uma rebelião na Unidade Prisional João Lucena Leite no município de Humaitá-AM. 

O presídio que está superlotado tem capacidade para 33 presos mais atualmente conta com 67 detentos em condições de precariedade nas celas divididas em dois pavilhões denominados “A” e “B”. Os presidiários do pavilhão “A” iniciaram uma revolta coletiva promovendo um quebra-quebra nas celas, e fizeram reféns 03 detentos, ameaçando-os de enforcamento e morte. 

O diretor do presídio convocou a Polícia Militar e a Polícia Civil para controlar a situação,  além da presença do Juiz da 1ª Vara da Comarca de Humaitá-AM, Exmo. Drº Jefferson Galvão de Melo, membros do judiciário e Comissão dos Direitos Humanos, que acompanharam de perto a rebelião onde o diretor do presídio, tentava negociar com os detentos o fim da rebelião. Os presos do Pavilhão “A” não aceitaram o acordo e iniciaram uma violenta agressão aos reféns que ficaram bastante feridos e com suspeita de fraturas. 

Os presidiários reivindicam aparelhos de DVD, TV e Micro-System que havia sido retirado pela direção do presídio devido a desordem e baderna, que ocorria durante a noite nas celas. Muitos presidiários não conseguiam dormir devido o barulho recorrente dos aparelhos ligados durante toda a noite. O 3º Sargento PM Elói Pinto de Araújo - Diretor da UPH, recolheu os aparelhos durante uma revista "pente fino", o que ocasionou a revolta de alguns detentos das celas onde ficaram sem seus pertences. 


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O diretor do presídio local disse a imprensa presente que tentou de todas as formas negociar o retorno dos aparelhos, impondo algumas condições para promover a ordem no local, mais que infelizmente alguns detentos do pavilhão “A” não aceitaram as condições imposta pela direção. Disse ainda que, os 36 detentos do pavilhão “B” entraram em acordo e receberam seus aparelhos de volta sem maiores problemas. O diretor disse também que toda a negociação contou com a presença da Comissão dos Direitos Humanos e do juizado. 

A polícia Militar recebeu autorização do juiz para invadir as celas do pavilhão “A” por volta das 20h quando os presos passaram a agredir fisicamente e ameaçar de morte alguns detentos que estavam como reféns. Os policiais militares usaram gás lacrimogênio para acalmar os agressores e conseguiram controlar a situação sem ferir ou utilizar armas de fogo dentro das celas. A ação da Polícia Militar foi considerada um sucesso pelo Capitão PM Luzeiro - Comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar. A rebelião chegou ao fim por volta das 22h onde em seguida os presos feridos foram deslocados ao Hospital Geral de Humaitá-AM para exames de corpo delito. Não houve mortes ou danos graves aos detentos, que foram encaminhados ao 8º DIP. 

Centenas de pessoas e familiares dos presos se aglomeraram diante da unidade prisional e do hospital em busca de notícias de seus parentes. A Polícia Militar fez um cordão de isolamento e controlou o ânimo exaltado de algumas pessoas presentes no local.

Fonte e Foto: A Crítica de Humaitá  (adaptado)