30 abril 2013

Você é a favor da pena de morte?


Pena de morte
Ainda se ouve falar, aqui e ali, em pena de morte – principalmente em rodas de conversa descontraídas, onde torna-se fácil falar com pouca alteridade (a capacidade de colocar-se no lugar do outro). Talvez tomando conhecimento de fatos como o narrado na matéria abaixo esta concepção de condenação irreversível seja melhor pensada:
Um cidadão de Nova York condenado em 1991 pelo assassinato de um rabino foi libertado nesta quinta-feira (21), após 23 anos de prisão, ao final de uma investigação que provou sua inocência.
David Ranta, condenado a 37 anos de prisão pela morte de um rabino ortodoxo durante um assalto em fevereiro de 1990, sempre declarou sua inocência.
O gabinete do promotor do Brooklyn iniciou uma investigação interna e descobriu uma prova ignorada durante o julgamento, o que permitiu inocentar Ranta.
“Após uma investigação exaustiva, o gabinete do promotor concluiu que as provas que condenaram Ranta já não eram válidas e que nenhum dos elementos permitiria acusá-lo em um um novo processo”, declarou o funcionário Charles Hynes.
Após sair da prisão, David Ranta, atualmente com 58 anos, se disse comovido.
“Como sempre disse desde o princípio, não tenho nada a ver com este assunto. Estou emocionado”.
Segundo o jornal “The New York Times”, um homem morto em um acidente de trânsito quando era perseguido pela polícia em abril de 1990, conhecido pelo uso de cocaína e por sua violência, poderia ser o verdadeiro assassino.
Montesquieu disse que “A injustiça cometida a um é uma ameaça cometida a todos”. Eis simplesmente porque defender pena de morte é torna-se alvo de injustiças.

Autor:  - Tenente da Polícia Militar da Bahia, associado ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública e graduando em Filosofia pela UEFS-BA. | Contato: abordagempolicial@gmail.com