26 agosto 2013

Concurso da PMAM 2011 - Mais 600 Classificados Serão Chamados como Reforço para a Copa de 2014

Mais 600 PMs serão chamados como reforço para a Copa

Há exigência legal e a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas não descarta a possibilidade de realizar novo concurso

    Para compor o quadro, PM formou na quinta-feira (22) mais 147 alunos oficiais
    Para compor o quadro, PM formou na quinta-feira (22) mais 147 alunos oficiais(Antônio Menezes)
    Mais 600 policiais militares do último concurso realizado em 2011 serão convocados a partir da semana que vem. A decisão tomada pelo Governo do Estado na semana passada é para que o efetivo de 15 mil policiais esteja completo até a Copa do Mundo de 2014, já que Manaus foi ratificada na terça-feira como uma das sedes do evento.
    A Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) informou ainda que não está descartada a possibilidade da realização de um novo concurso público, caso haja necessidade de manter o efetivo para o mundial, que é uma exigência legal.
    Depois de convocados, os policias passarão por seis meses de treinamento até que sejam incorporados.
    Para garantir a segurança durante os jogos, policiais militares, civis, Corpo de Bombeiros, Detran-AM, Defesa Civil, Guarda Metropolitana e da própria SSP vêm desde de 2011 cumprindo uma programação de cursos de formação e requalificação.
    Até o próximo ano, pelo menos 3 mil policiais militares e civis terão passados por cursos de técnica e tática policial, uso diferenciado da força, libras, mediação e gerenciamento de conflitos, segurança de autoridades, idiomas, adestramento de cães, atendimento a turista, policiamento montado e antibombas.
    Há ainda os cursos oferecidos aos policiais na modalidade de ensino a distância que já qualificou mais de 2 mil profissionais no primeiro semestre de 2013.
    De acordo com a SSP, o Governo Federal assegurou recursos de R$ 1,1 milhão específicos para a preparação para a Copa do Mundo de 2014.
    Testes
    Os eventos do Estado como o festival de Parintins, o Fecani de Itacoatiara, a ciranda de Manacapuru e o jogo da última terça-feira entre Nacional e Vasco, têm servido para que esses policiais coloquem em prática os ensinamentos adquiridos nos cursos.
    De acordo com secretaria, o tumulto na venda dos ingressos e a superlotação no jogo do Nacional, serviram de treinamento aos policiais, sobretudo no controle de distúrbios.
    Além disso, a SSP já realizou dois grandes exercícios simulados (no Porto de Manaus e no Sambódromo) para treinar a liderança em crise e atuação conjunta das instituições.
    Um robô antibomba
    Um robô que é capaz de subir escadas, pegar objetos em prateleiras, deslocar-se por rampas e arrastar objetos de até 60 quilos é um dos itens que integra o kit antibomba que a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas entregou ao Grupamento de Manejo de Artefatos Explosivos (Marte) da PM. “Os equipamentos são usados principalmente para a prevenção de ações de terrorista durante a Copa do Mundo de 2014”, disse o comandante do Marte, Alen Onó.
    Segundo o tenente-coronel Alen Onó, o robô é de grande importância ao trabalho do grupamento por evitar que os policiais se arrisquem ao se aproximar de artefatos suspeitos, com risco de explosão ou reação química, biológica, radioativa e nuclear, é uma forma de preservar vidas e a integridade física.
    O robô é equipado com câmeras e acessórios capazes de realizar a aproximação e avaliação de objetos suspeitos e artefatos explosivos. Também realiza remoção, aberturas, cortes, neutralização e destruição a distância de artefatos explosivos e é operado a longa distância.
    Além do robô, o kit possui mais nove itens como raios-x portátil com filme que identifica o interior de objetos suspeitos, o detector de gases tóxicos e substâncias explosivas, lanterna de buscas, o braço manipulador telescópico robótico que manipula o artefato, sob o comando de uma pessoa, a uma distância segura, o traje antifragmentação que a roupa de proteção do técnico explosivista à prova de calor, onda de choque e fragmentação.
    Fonte e Foto: A Crítica