25 dezembro 2013

Atos de Vandalismo e Violência em Humaitá - População Revoltada Contra Indígenas

No início da noite do dia 25 de dezembro de 2013 (Natal), a população de Humaitá revoltada com o desaparecimento de 03 pessoas nas proximidades de área indígena, ha quase duas semanas, e que não há nenhuma confirmação

Os revoltosos atearam fogo na sede da Funai, em seguida na Funasa, Casai, Opipan e Barco Kaghawiva, sabemos que todos querem justiça e saber noticias de seus familiares, mas nao justifica atos de violência e vandalismo, isto nao resolvera nada, e não trará ninguém de volta.

Os revoltosos que depredaram, destruíram e ateram fogo, se forem identificados responderão por crimes na esfera federal, acreditamos que violência so gera ela mesma, reivindicar por direitos é importante, mas baderna fica fora de controle e quem incita a população comete crime.

O prédio da Fundação Nacional dos índios (Funai) em Humaitá-AM (a 675 quilômetros de Manaus) foi incendiado na noite desta quarta-feira (25) em protesto à falta de respostas das autoridades policiais e governamentais sobre o desaparecimento de três homens há cerca de uma semana.

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Familiares acreditam que eles tenham sido apanhados por índios da reserva Tenharim, localizada na BR-230 (Transamazônica), onde foram vistos pela última vez dia 16 de dezembro.

Luciano Ferreira Freire, representante do Atacadão Manaus, Stef Pinheiro, professor de Apuí, e Aldeney Ribeiro Salvador, funcionário da Eletrobrás Amazonas Energia seguiam, com outras duas pessoas não identificadas, de Humaitá para o quilômetro 180, onde fica a comunidade Santo Antônio do Matupi, no município de Manicoré (a 390 quilômetros de Manaus).


O rapto dos homens pelos indígenas seria uma retaliação à morte, até o momento não explicada, do cacique Ivan Tenharin, encontrado agonizando na estrada, após de ter supostamente caído de uma motocicleta no trecho da estrada entre a aldeia do ‘Campinhu’ e o distrito de Matupí.

Os índios negam que tenham feito qualquer coisa com os homens, mas pessoas próximas às vítimas não acreditam e comentam, inclusive, que eles podem ter sido mortos.


A população está revoltada e agora ameaça tocar fogo em outros prédios públicos de Humaitá. Carros também foram queimados e virados nas ruas. Policiais militares já foram feridos.

Estimativas de moradores dão conta de que, pelo menos, cinco mil pessoas participem dos protestos. Indígenas que estavam em Humaitá se refugiaram no prédio do 54º Batalhão de Infantaria de Selva, sob a proteção do Exército.


Desde a tarde de terça-feira (24), familiares e amigos dos homens desaparecidos interditaram a balsa que faz a travessia, pelo rio Madeira, de Humaitá para o Apuí, e o protesto se intensificou na tarde desta quarta, com a junção de outras centenas de pessoas.

Fonte e Foto: Amazonas em Tempo (adaptado)