28 abril 2014

Greve da Polícia Militar do Amazonas se concretiza

Por André Alves

Centenas de policiais se concentraram em frente à Arena Amadeu Teixeira, no início da madrugada desta segunda-feira (28), para declarar o início da greve prometida há dias pelas redes sociais

Policias militares cruzaram os braços exigindo cumprimento de promessas por parte do governo
Policias militares cruzaram os braços exigindo cumprimento de promessas por parte do governo (Chico Batata)
Soldados da Polícia Militar do Amazonas cruzaram os braços desde a madrugada desta segunda-feira (28) para reivindicar melhorias na classe, especialmente nos critérios de promoção e nas escalas de trabalho adotadas pelo comando da PM. Até agora, não há informações exatas do número de policiais que estão sem trabalhar.
Um grupo que representa os grevistas deve ser recebido pelo governador do Amazonas, José Melo (Pros), na sede do governo, ainda pela manhã, para negociar o fim da paralisação. O prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), se colocou à disposição dos grevistas para mediar o diálogo com o governo do Estado.
A concentração dos soldados iniciou a meia noite em frente a Arena Amadeu Teixeira, ao lado da Arena da Amazônia. Uma multidão de praças chegou até lá ao som de buzinaços, em carros próprios, levando esposas e filhos, mas, outros, também foram em viaturas da Polícia Militar. Alguns policiais abandonaram os plantões para se juntar à paralisação.  
Os soldados estão paralisados”, anunciou, ainda na madrugada, o presidente da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam), Platiny Soares. Em cima de um carro de som, os policiais se revezavam em discursos contra o comando da PM e o governo do Amazonas. Não houve tumultos. Os PMs também cantaram o Hino Nacional e o hino da corporação.
Faixas e cartazes de protesto reclamavam do legado da Copa para a Polícia Militar e exigiam a Lei da Carreira, Código de Ética, vale-alimentação, adicional noturno e auxílio-moradia para soldados lotados no interior do Estado. Um cartaz afixado em um veículo dizia: “Não mereço ser estuprado pelo governo”. Os PMs também exigiam anistia para todos os soldados que participam da paralisação. 
A partir desse momento a Polícia Militar do Amazonas cruzou os braços: todas as unidades, CPI, CPM e CPE, que corresponde ao policiamento do Estado inteiro. Temos unidades paradas no interior do Estado, na capital, e o policiamento especializado, Rocam, Choque, COE, batalhões que fazem o trabalho especial dentro da corporação. É um movimento grevista, não. É greve! Nós iniciamos a greve da Polícia Militar”, disse Gerson Feitoza, diretor jurídico da Apeam, a 1h da manhã.
Os policiais pediam a presença do governador José Melo e, na ocasião, repudiaram a iniciativa do prefeito Arthur Neto que, em nota enviada aos líderes do protesto, se colocou à disposição para se tornar um mediador do movimento. “Temos uma pauta de reivindicação que queremos mostrar para o governador. A partir do momento que ele vier aqui, e nossa pauta for atendida, voltaremos ao trabalho”, afirmou Gerson Feitoza.
Reivindicar a carreira de promoção e uma escala de trabalho justa é uma questão de respeito”, discursou o soldado Ageu Carvalho, que deixou o plantão da 6ª Cicom, no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus, para se juntar ao movimento grevista. “Um oficial me ligou ameaçando, dizendo que eu vou ser expulso da PM. Não temos medo desse tipo de ameaça”, afirmou.
O primeiro ponto da negociação é a nossa anistia total, para que nenhum soldado possa ser repreendido através desse RDPMAM (Regime Disciplinar da Polícia Militar do Amazonas) covarde. Queremos mostrar ao governador a realidade do policial militar. Os oficiais e o seu comando passam uma situação para ele que é totalmente diferente do que vivemos”, disse o PM Eduardo Silva.
‘POLITIQUEIROS’
Em entrevista à rádio A Crítica FM, na manhã desta segunda-feira, o prefeito Arthur Neto voltou a afirmar que se dispõe a mediar o diálogo dos grevistas com o governo do Amazonas, mas disse que o “caos” na segurança pública só interessa a “politiqueiros”.
Greve de policiais é terminantemente proibida conforme a constituição federal. A grande maioria (que integra o movimento de greve) é de boa fé. Uma outra tem o interesse de espalhar o caos”, afirmou Arthur Neto.
Se há um crime, se há vandalismo, é na minha cidade, é por isso que faço um apelo: não entrem por esse caminho. Esse caminho só interessa a politiqueiros”, afirmou o prefeito.
DIÁLOGO
Na noite deste domingo, José Melo defendeu modificações na legislação que dispõe sobre a promoção de praças, e disse que as alterações devem ser discutidas por meio de diálogo
Nosso Estado evoluiu muito nos últimos anos e essa evolução foi feita à base do diálogo. Tem algo muito errado em relação à promoção dos praças. E não precisa ninguém querer defendê-los. Eles são minha responsabilidade, responsabilidade do governador do Estado. O meu Governo não vai permitir que se faça dentro da Polícia Militar qualquer tipo de lei que não tenha o condão de beneficiar aqueles que estão nas ruas, que são os praças. 
Afinal, são os praças que enfrentam de peito aberto os bandidos. Portanto, se existem falhas, vamos no diálogo corrigir essas falhas para que as promoções dos praças aconteçam da forma correta. E aqueles que mereçam essa promoção, a tenham sem interferência política”, afirmou.
Fonte e Foto: A Crítica

Policiais Militares de Humaitá-AM aderiram a Paralisação

Hoje  a  meia noite de segunda-feira (28) iniciou a paralisação dos Policiais Militares do Amazonas, no Município de Humaitá-AM,   alguns  Policiais Militares aderiram.
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Melhorias de trabalho:
Benefícios tanto para ativos e inativos da PM, que inclui:
  • anistia aos grevistas;
  • regulamentação do 14º e 15º salários;
  • pagamento de auxílio-alimentação;
  • plano de saúde; 
  • bonificação de acordo com a especialidade;
  • criação de concurso interno anual para oficiais;
  • implementação da Lei de Carreira por Tempo de Serviço;
  • valorização dos Policiais;
  • plano de carreira de Praças;
  • extinção do RDPMAM;
  • código de ética;
  • incorporação da GTE e Extensão para o Interior;
  • reajuste Salarial e Antecipação dos aumentos de 2015 e 2016 (22% já aprovados);
  • ampliação do Auxilio Moradia a Policiais do Interior (R$700,00);
  • auxílio Fardamento Anual (3  Soldos como previsto na Lei n. 1502/81);
  • regulamentação da Escola 2×2 para 1º e 2º Turno e 1×2 para o 3º Turno;
  • pagamento Adicional Noturno (25% sobre o Salário);
  • pagamento de Periculosidade e insalubridade;
  • pagamento de Gratificação por Cursos.


A maioria dos Policias têm nível superior, mas, não ganham mais por isso, querem que seja como a Policia Civil. Paralisação da PM atingiu principalmente Manaus, entre outros municípios do Amazonas.

Fonte e Foto: Barrancas

Outros sites também falam da paralisação parcial da PM do Amazonas, por reivindicações de direitos e garantias na melhoria das condições de trabalho. Veja o que diz o G1 Amazonas, as imagens do Portal do Holanda. E até mesmo matérias relacionadas no Portal do Holanda, Jornal de Humaitá, Diário do Amazonas

PM antecipa greve e deixa amazonas com algumas cidades sem policiamento


Manaus, Manacapuru, Iranduba, Humaitá, Tefé, Tabatinga e Itacoatiara estão paralisados.


Foto: ilustração. fonte: R.7
A greve que aconteceria apenas no próximo dia 1º de maio foi antecipada para o dia 28, segunda feira as 0:00 hora, na capital Manaus algumas cicoms, incluindo cidades do interior como Manacapuru, Iranduba, Humaitá, Tefé, Tabatinga e Itacoatiara já estão paralisados,  por não ter tido negociação com os órgãos públicos da segurança pública e o Governo do Estado.

O presidente da Apeam, Platiny Soares declarou a equipe de reportagem do portal acrítica que os policiais procuraram a associação e informaram que desejam continuar a greve. Segundo ele, a associação não encabeça o movimento dos praças no Amazonas, mas vai apoiar os seus associados, que optaram por paralisar as atividades em protesto. A lista de reivindicações do movimento grevista inclui a Lei de Carreira de Praças, reajuste salarial e antecipação dos aumentos de 2015 e 2016, exclusão do RDPMAM, auxílios alimentação e moradia, entre outras exigências.

Polícia Militar do Amazonas
“Irresponsabilidade do governo para com uma associação que tem representatividade e legalidade”, é assim que define Platiny Soares ao ser questionado sobre a não convocação da Apeam para a reunião com a força de segurança.

O presidente a Apeam declarou que foi informado pela categoria - que já paralisou as atividades - que o movimento foi adiantado para a meia noite de segunda-feira, tendo em vista a falta de negociação. O encontro deve acontecer na frente da Arena Amadeu Teixeira, na avenida Constantino Nery, no bairro de Flores, às 0h.

Com informações e complementação da Fonte: acritica.uol.com.br

Fonte e Foto: Jornal de Humaitá

Governador José Melo reúne com representantes do movimento da PM


Em frente à Arena Amadeu Teixeira, cerca de 400 policiais militares do Amazonas estão concentrados, à espera de um possível acordo com o Governo do Estado.
[ i ]Em frente à Arena Amadeu Teixeira, cerca de 400 policiais militares do Amazonas estão concentrados, à espera de um possível acordo com o Governo do Estado
Manaus – O governador José Melo está reunido neste momento com representantes do movimento da Polícia Militar, na sede do Governo, na Compensa, zona oeste de Manaus. Participam do encontro dois integrantes da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam), um do Comando de Policiamento Especializado (CPE), um de Interior (CPI), um da Companhia Interativa Comunitária (Cicom), além do secretário de Segurança Pública do Amazonas (SSP), coronel Roberto Vital e O comandante geral da Polícia Militar do Amazonas, coronel Almir David Barbosa.
A equipe de reportagem entrou em contato com o coronel Roberto Vital, mas, por telefone, ele informou que só vai se pronunciar sobre o assunto quando sair da reunião na sede do Governo.
Em frente à Arena Amadeu Teixeira, cerca de 400 policiais militares do Amazonas, de uma tropa de mais de 16 mil homens, segundo a Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam), estão concentrados, à espera de um possível acordo com o Governo do Estado.
Segundo o presidente da Apeam, Platiny Soares, a categoria reivindica melhorias de trabalho, assim como aumento no salário, auxílio alimentação e adicional noturno.
Em entrevista para a rádio Difusora, o governador José Melo disse que vai discutir as reivindicações com representantes do movimento. “Eu mesmo vou tratar disso, sou o homem do diálogo e se eles têm reivindicações, vamos discutir”, afirmou Melo, que destacou não ter recebido nenhum registro oficial. “Respeito o movimento, mas tenho o dever de garantir o direito de ir e vir do cidadão”.
Conforme o diretor jurídico da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam), o soldado da 12ª Cicom Gerson Feitosa, a categoria não tem interesse de penalizar a sociedade e nem os colegas. “Queremos lutar por nossos direitos, infelizmente esse clima é usado pela corporação para coibir o movimento por melhorias. Não estamos pregando o terror, mas a polícia está com 70% do efetivo parado”, comentou. “A polícia que está hoje na rua são alunos, pessoas que não estão qualificadas para executar o trabalho. Se para a Polícia já é difícil, imagina deixar a sociedade na mão de quem não tem experiência?”. 
Fonte e Foto: D24AM