16 abril 2014

"Sabe com quem está falando?" - "Sabe quem eu sou?" - "Conheço gente importante" - "Te transfiro daqui"


O “sabe com quem está falando?” ou "sabe quem eu sou?" ou "conheço gente importante" ou a pior "te transfiro daquisão expressões não tão rara de se ver durante a atuação policial em operações e blitz, principalmente de trânsito. 

Difícil é ver o autor de tal arrogância, geralmente dono de uma boa cadeira do alto escalão público, ser censurado, identificado e exposto por causa de sua má atitude. Afinal cada um deve saber qual é sua função e o seu quadrado.

Ainda de acordo com Roberto Damatta, a informalidade é também exercida por esferas de influência superiores. Quando uma autoridade "maior" vê-se coagida por uma "menor", imediatamente ameaça fazer uso de sua influência; dessa forma, buscará dissuadir a autoridade "menor" para assim neutralizá-la ou aplicar-lhe uma sanção.
A fórmula típica de tal atitude está contida no golpe conhecido por "carteirada", que se vale da célebre frase "você sabe com quem está falando?". Como esclarece Roberto Damatta, de qualquer forma um "jeitinho" foi dado.


Usa-se a frase acima com a aparente tentativa de intimidar os policiais que realizam seu trabalho de forma honesta diariamente. Daí os policiais se questionam, mas a lei não é igual para todos? E não devemos fazer cumprir a lei?

A máxima do “Você sabe com quem está falando?”. É aquela velha situação: impõe-se o nome ou o cargo para sair-se bem, ou melhor em situações em que o poder supera a fraqueza dos homens.

Sabe-se que ainda assim em Humaitá-AM, levará um rosário de gerações até que frases como está, forjadas pelo preconceito e a soberba tornem-se peça de museu. Quer conhecer o homem ? É só dar poder a ele.


Quando a  política  manda  na  polícia ? Acredita-se que nunca !!!

Em alguns casos, determinados procedimentos técnico-profissionais estão claros e devem ser executados de acordo com o que os policiais aprendem na escola de formação e que preceitua a legislação brasileira. 
Mas vem um deputado, prefeito, vereador ou outro “mandatário” e tenta “convencer” o profissional de segurança pública e tomador de decisão a praticar posturas distintas daquela considerada adequada, forçando-os a ser omisso ou fazer vista grossa quanto a certos erros.
Fonte: Seção de Comunicação Blog do Leão (adaptado) do Abordagem Policial
Foto: Imagens Google