02 maio 2015

Mais de 1,5 mil participam de ato que cobra promessas do Governo do Amazonas a servidores
















Manifestação reuniu mais de 1,5 mil policiais civis e militares, peritos e professores, que pressionam o Governo a cumprir suas promessas
Manifestação reuniu mais de 1,5 mil policiais civis e militares, peritos e professores, que pressionam o Governo a cumprir suas promessas (Euzivaldo Queiroz)
Aproximadamente 1,5 mil pessoas, entre policiais civis e militares, peritos e profissionais da educação, se reuniram na manhã desta terça-feira (28) em ato que cobra uma posição do Governo do Estado em relação a rejustes salariais. A manifestação, que teve início às 9h na área externa da Arena Amadeu Teixeira, na avenida Constantino Nery, seguem em direção às sedes da Prefeitura e Governo, ambas localizadas na avenida Brasil, bairro Compensa, também houve manifestação em Humaitá, Parintins, Tabatinga e Itacoatiara.
Por volta de 10h30, o principal carro de som utilizado no protesto liderou uma carreata, seguida por dezenas de motocicletas e carros, em direção à Zona Oeste de Manaus, onde planejam paradas estratégicas nas frentes dos dois órgãos. Os PMs são maioria no ato, que também conta com representantes da associação de delegados do Amazonas.
A principal reivindicação do grupo é o cumprimento da data-base e as promoções prometidas pelo governador José Melo durante o período de campanha, ainda em 2014. Para o presidente da Associação dos Policiais Militares do Amazonas (Apeam), Gerson Feitosa, os agentes "levaram um calote do Governador e do deputado (estadual) Platiny".
Platiny Soares (PV), que foi eleito em 2014 para uma vaga na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) principalmente devido às manifestações dos policias que liderou nos últimos anos, estava presente na manifestação, trajando uma camiseta cinza estampada com o emblema da Polícia Militar do Amazonas, sem chamar muita atenção.
"Não dei calote nenhum. Estou defendendo a classe na Assembleia, onde eles mesmos (policiais) me colocaram para ajudar", declarou. O ato prossegue pelas principais vias da capital.
A carreata fez algumas paradas no trajeto entre a Arena e a avenida Brasil, complicando o trânsito de veículos principalmente ao longo da avenida Constantino Nery. Quando chegaram na sede da Prefeitura, Artur Neto mandou avisar que não estava no local e manifestantes não foram recebidos. Os professores formaram uma comissão e aguarda a chegada do Prefeito para iniciarem uma reunião.
Já na sede do Governo, alguns metros adiante, o governador José Melo também avisou que estava fora, mas enviou Raúl Zaidan, chefe da Casa Civil, para dialogar com os policiais. Os organizadores do ato se negaram a conversar com Zaidan, alegando que ele "só mente", e afirmaram que vão esperar "o tempo que for preciso" até encontrar com Melo.
Reinvidicações
A manifestação tem como objetivo principal chamar a atenção do governador José Melo para que ele cumpra o artigo 1º da Lei 4.044 de 9 de julho de 2014 - lei da promoção, chamada por eles de Lei Platiny, que estabelece o dia 21 de abril como data base para as promoções e o aumento salarial da  categoria, o que não aconteceu.
As lideranças se reuniram com o governador do Estado, José Melo, no último dia 22, o qual solicitaram uma explicação, entretanto, a resposta que tiveram foi: “Eu não tenho um real para dar pra vocês, o que eu posso fazer é dar a minha camisa e sair daqui sem roupa”, disse Melo aos representantes da Apeam, segundo Feitosa.
O presidente a Apeam informou que, atualmente, 2.284 praças (soldados, cabos e sargentos) aguardam pela promoção, porém o governo alega falta de dinheiro. “Se, no momento, não é possível que as promoções sejam feitas, que ele marque outra data ainda este ano, o que não pode é deixar de acontecer”, comentou. Além dos praças, há 130 oficiais que também estão aguardo para serem promovidos.
Comandantes das unidades da Polícia Militar passaram o dia nesta segunda-feira (27) reunidos e discutindo que medidas  para evitar que a cidade fique sem policiamento e que criminosos aproveitem  para agir. Embora as lideranças dos “praças” tenham garantido que, apenas os que estiverem de folga vão estar na manifestação, os que tiverem na escala de trabalho vão tirar o seu serviço normalmente.

Humaitá-AM

A manifestação liderada por policiais e professores teve início às 9h em frente à Arena Amadeu Teixeira e segue em carreata até a avenida Brasil, onde cobrarão posicionamento do Governo do Estado. Nos bastidores, lideranças de ambos os lados se agilizam

Fonte e Foto: A Crítica