19 junho 2015

Traficante ‘Lúcia do 180’ é Presa em Operação da Polícia Civil e PRF

Ao chegarem à residência da conhecida traficante, os policiais a encontraram sentada em sua varanda vendendo seus entorpecentes, portando várias porções de crack
Ao chegarem à residência da conhecida traficante, os policiais a encontraram sentada em sua varanda vendendo seus entorpecentes, portando várias porções de crack (Divulgação )
Na manhã da última quarta-feira, 17/06, o Distrito de Santo Antônio do Matupi, que fica no KM 180, da BR-230 (Transamazônica) recebeu uma operação conjunta deflagrada por Policiais Civis da Delegacia Interativa de Humaitá, comandados pelo delegado Marcus Rezende, e Policiais Rodoviários Federais do Núcleo de Operações Especiais (NOE), sob o comando do inspetor Getúlio Azevedo. Foram efetuadas várias prisões e apreensões, dentre elas, mais uma vez, foi presa a senhora indígena Lúcia da Silva Lacerda, a “Lúcia do 180”, conhecida traficante de drogas com forte atuação na região.
Além do flagrante dos crimes de Tráfico de Drogas e Associação para o Tráfico de Drogas, “Lúcia do 180” também foi flagranteada pela prática dos crimes de Posse Ilegal de Arma de Fogo de Uso Proibido, Rufianismo, Exploração Sexual de Menores e Crimes Ambientais contra a Fauna.
Ao chegarem à residência da conhecida traficante, os policiais a encontraram sentada em sua varanda vendendo seus entorpecentes, portando várias porções de crack. Junto havia mais dois homens e uma indígena de apenas 17 anos, que, segundo informações, era explorada sexualmente pela traficante Lúcia, em sua boate erótica chamada “Esquina Country”, que não tem alvará de funcionamento. No local, mulheres maiores e menores cobravam pelos programas entre R$ 50 a R$ 150.
Dentro da residência de Lúcia foram encontrados: um revólver calibre 38, com numeração raspada e cinco munições intactas; farto material para embalar drogas, cobras mortas dentro de potes de vidro; patas decapitadas de jacarés, além de quatro enormes televisores em LED, um PlayStation 4, vários eletrodomésticos e dez botijas de gás, cujas origens Lúcia não soube explicar nem mesmo apresentou as notas fiscais de compras.
“Nós já havíamos planejado entrar no Km 180, pois precisávamos investigar em que condições ocorreu um homicídio, no domingo (31) retrasado. Porém, durante a madrugada desta quarta-feira (17), uma das ‘mulas’ de Lúcia foi presa e a coisa tomou uma proporção maior do que imaginávamos. Tudo que o traficante relatou acabou se confirmando. Na cidade, recebemos ainda denúncias de veículos clonados e outros documentação e motores adulterados”, disse o delegado Marcus Rezende.
Quando chegaram a uma serraria da cidade, em busca de informações sobre a denúncia que haviam recebido, de uma caminhonete com adulteração do motor, os policiais ficaram espantados com a enorme quantidade de veículos cujas procedências eram da cidade de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, inclusive a própria caminhonete do motor trocado.
A operação acabou recolhendo para a Delegacia de Humaitá 4 veículos: uma caminhonete Nissan Navara, de cor preta e com placas paraguaias BDA 156; um Volkswagen Gol, de cor branca e placas LQM 8356; uma caminhonete Chevrolet S-10 cabine dupla, cor prata e placas OGQ 6790 e uma Toyota SW4, também de cor prata e placas KVP 8178, a do motor trocado.
Com o condutor da Nissan Navara, que foi abordado na altura do Km 150, foram encontrados mais de R$ 13.500. O motorista, que tem dupla nacionalidade, não soube explicar a quantidade exata, a origem e o motivo de estar carregando tanto dinheiro. Em razão de sua condição irregular para trafegar com o veículo paraguaio no Brasil e da origem inexplicável do dinheiro, Dirley acabou sendo conduzido para a Delegacia de Polícia Civil de Humaitá, a fim de prestar esclarecimentos.
Segundo o chefe do Núcleo de Operações Especiais da Polícia Rodoviária Federal, Getúlio Azevedo, “entre tantos outros crimes, a região do Matupi é um ninho de veículos furtados, adulterados e clonados. Só não recolhemos mais veículos por falta de motoristas policiais para os conduzirem até Humaitá. Os proprietários foram autuados pela PRF e notificados a comprovarem suas regularidades”, finalizou o inspetor.
As operações conjuntas entre ambas as polícias vêm dando certo em Humaitá e, por isso, também se farão presentes em Santo Antônio do Matupi. "Voltaremos várias outras vezes, com a mesma surpresa, porém com mais efetivo e tecnologia para passarmos mais dias no KM 180", disse o chefe do NOE.
Fonte: A Crítica
Grifo Nosso: Muito bem, diante de tanta "vista grossa e subserviência", foi necessário a PC e PRF intervir no Km-180, pois a malandragem estava livre e sem incomodo algum, terra sem lei, e se essa "Lúcia do Km-180" abrir a boca então, muitos caírão por terra.